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Monday, January 16, 2012

Morte de famosos aos 41 anos e a maldição japonesa do Yakudoshi



Recentemente a morte do jornalista e escritor Daniel Piza aos 41 anos no penúltimo dia do ano passado surpreendeu toda a imprensa e me fez lembrar da supertição japonesa do yakidoshi (anos de calamidade ou idade do azar). Este ano o rapper americano Nate Dogg tb faleceu com esta idade e em 2005 o cantor japones Hiro Takahashi, das músicas do anime Yu Yu Hakusho, morreu em seu yakudoshi.

Vejam a definição da data e uma explicação da crença no site Cultura Japonesa: 

Yakudoshi (Os Anos Críticos)

Cristiane A. Sato

Ao longo da vida adulta os japoneses tradicionalmente acreditam que existem duas fases nas quais homens e mulheres devem ter especial cuidado com a saúde e a vida pessoal. Esses “Anos Críticos” são chamados de yakudoshi (anos de calamidade).

De acordo com tal tradição, acredita-se ser de bom agouro que os homens de 25 e 42 anos, e as mulheres de 19 e 33 anos, visitem os templos e realizem cerimônias para pedir proteção e comemorem o aniversário com uma festa especial. Não se sabe ao certo como tal tradição surgiu e embora muitos achem tal costume uma mera superstição, muitos outros continuam observando essa prática.

No Havaí e no Brasil alguns descendentes de japoneses mantêm o costume do yakudoshi com uma pequena diferença: a cerimônia e a festa são realizadas pelos homens nos aniversários de 24 e de 41 anos, e pelas mulheres nos aniversários de 18 e de 32 anos. De acordo com depoimentos de imigrantes antigos, no xintoísmo anterior à Segunda Guerra Mundial os meses da gestação no ventre da mãe deviam ser contados no tempo de vida de uma pessoa, e não só o tempo a partir da data do nascimento.
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O site Nikkeypedia tb tem um verbete sobre a superstição japonesa e explica a origem ligando a sonoridade das palavras e números:

Yakudoshi


Infortúnios, acidentes, período de azar, inferno astral. Para aqueles que estão nas idades consideradas críticas (Yakudoshi), todo cuidado é pouco. Essas idades variam um pouco conforme a região do Japão, mas normalmente, para os homens, são os 25, 42 e 61 anos; e, para as mulheres, os 19, 33 e 37 anos.

Os homens devem tomar um cuidado maior com os 42 anos, idade conhecida como “Taiyaku” ou “Hon’yaku” (mais perigosa), cuja leitura em japonês dos números 4 e 2 (“shi” e “ni”), juntos, formam a palavra morte. Já as mulheres têm que redobrar a atenção aos 33 anos, já que os números 3 e 3 (sanzan) remetem a dificuldades. No que depender da junção dos números 1 e 9 (juuku), grande sofrimento acometerá o sexo feminino aos 19 anos.

O ano anterior ao Yakudoshi, chamado Maeyaku, e o posterior, Atoyaku, também são considerados perigosos. Para a contagem da idade crítica, deve-se considerar o Kazoedoshi, isto é, um ano acrescido à idade da pessoa.

Os japoneses costumam organizar festas no período anterior (Yakuire) e posterior (Yakubarai) ao Yakudoshi, como forma de reunir energias positivas para enfrentar o período. Yakuire é a festa que familiares e amigos oferecem à mulher aniversariante que completa 33 anos e ao homem, na comemoração de seus 42 anos. Na ocasião, o aniversariante tem que usar trajes do sexo oposto para “enganar o azar”. 
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Realmente muitos descendentes de japoneses organizam as festas de aniversário um ano antes do yakudoshi e no ano seguinte o aniversariante é que retribui a comemoração, caso tudo ocorra bem. Parece que existem outras formas de escapar da maldição, o video que ilustra o post mostra a visita de um estrangeiro a um festival que acontece no município de Inazawa, próximo a Nagoya no Japão. Na cerimônia, onde os homens devem comparecer com o corpo todo depilado, aqueles que estão na idade do yakudoshi acreditam que assim podem driblar os infortúnios e tragédias do ano. Em um outro video, uma cerimônia de yakudoshi envolvendo carpas e bebidas para os peixes foi registrada em video pelo jornal Yomiuri Shimbum no YouTube.

Daniel Piza e Nate Dogg morreram por derrame (AVC) e Hiro por um tumor, realmente para quem acredita nesta maldição japonesa a proximidade desta idade crítica e a possibilidade de uma tragédia em uma pessoa tão jovem é arrepiante. Para os homens que entrarem 2012 com 41 ou 42 anos e as mulheres com 36 ou 37 anos, as profecias do apocalipse, a instabilidade do ano chinês do dragão e a supertição ameaçadora do yakudoshi pode realmente entrar na lista dos sinais do fim do mundo.


Thursday, September 8, 2011

Fim do mundo segundo João Bosco - Chuva de meteoros

chuva de meteoros

Dia 5/9/2011 o blog Isso é o Fim publicou no post - João Bosco: Tenho pesadelos constantes com asteróides - um trecho da entrevista do cantor e compositor João Bosco ao portal iG onde ele revela um sonho recorrente do dia do apocalipse. Segue trechos da entrevista:

João Bosco: "Tenho pesadelos constantes com asteroides"
5/9/2011 - Ultimo Segundo iG, Valmir Moratelli, Rio de Janeiro

Autor da música da novela "O Astro" fala ao iG sobre misticismos e seu medo do fim do mundo

O cenário é desolador. Uma chuva de meteoros atinge o planeta. As pessoas correm desesperadamente, desordenadas, para todos os cantos. É o apocalipse. O fim de tudo. No meio do caos, João Bosco vai à rua tentar, sem sucesso, pegar um taxi. Ele sua frio de nervoso. Está sozinho, sem rumo, sem ter o que fazer.

Este é o pesadelo que o cantor e compositor João Bosco, um dos grandes nomes da Música Popular Brasileira, tem com frequência há décadas. João é perseguido por uma chuva de meteoros enquanto dorme. Acordado, é ele quem os persegue, estudando-os e se mantendo informado sobre o assunto. “O mundo vai acabar por asteroides. Eu posso te assegurar isso”, diz, categórico.

iG: Como “Bijuterias” se tornou música de abertura de “O Astro”?
João Bosco: Estava gravando um disco em 1977 quando o pessoal da Globo procurou uma música para abertura da novela. O produtor Guto Graça Melo foi ao estúdio, ouviu “Bijuterias” e decidiu por ela na hora. O mais legal é que fizeram agora remake da novela, mas mantiveram a gravação. O que as pessoas ouvem todo dia em casa é a mesma gravação de 1977.

iG: É uma música com conotação mística. Ali está o seu lado transcendental?
João Bosco: Quando me perguntam sobre religião, respondo que sou brasileiro. A gente acredita em tudo, por via das dúvidas. Onde mais se encontra um cartaz no poste com “mãe Dinah traz a pessoa amada em três dias”? Não é em Berlim. Tem um amigo que não convido pra vir aqui em casa para ver jogo do Flamengo. Na primeira vez que ele veio, Flamengo tomou dois gols.

iG: Então sua “pedra é ametista”, sua “cor é o amarelo”?
João Bosco: Minha pedra pode ser ametista. Mas também deu muito certo a canção “Jade”. Tem famílias que me apresentam suas filhas com esse nome por causa da letra. Minha cor também é o amarelo. Tenho ligação com oxumaré, que tem todas as cores do arco-íris. Não só o amarelo. As cores estão aí para admirá-las.

iG: Você já separou a roupa com a qual quer morrer?
João Bosco: Não, mas penso nisso. Ao se enterrar alguém, só se está preocupado com o terno e a gravata, sem se importar com a qualidade do tecido. Por enquanto, eu quero que seja de linho, é gostoso, confortável. Vai que a viagem é longa... Mas meu problema atual são os asteroides, cometas e planetas.

iG: Como assim?
João Bosco: O universo está em expansão, é dinâmico e veloz. Esses meteoros já caíram aqui e vão cair de novo. Estamos carecas de saber. Meu pesadelo são os asteroides. Sempre que sonho com eles caindo, é sempre uma paisagem assustadora. Dependendo da comida do meu jantar, se como muito tarde, se for carne de vaca, acabo me deparando com eles caindo com mais frequência. Quando estou com algum medo não resolvido ou pendências de atitudes a tomar, os asteroides caem ainda mais.

iG: Como são esses pesadelos?
João Bosco: O mais engraçado é que eu vejo as pessoas correndo, em desespero, em sentidos completamente contrários umas das outras, perdidas, sem rumo. No meio disso tudo, há uma ponta de ironia, na qual estou sempre tentando achar um táxi livre. Lógico que não acho nenhum, então entro ainda mais em pânico, porque não tenho para onde ir. É um pesadelo que tenho há muito tempo.

iG: Já procurou ajuda de um analista para compreender esses sonhos?
João Bosco: Nunca procurei, porque talvez ele possa dizer que eu tenho razão em ter medo, porque o pesadelo pode virar realidade. E aí, o que eu faria (risos)? Falo do meu problema com os amigos. É a melhor maneira de lidar com isso. Quem não tem problemas? Toco meu violão, consigo entrar num avião por horas...

iG: Assiste a filmes sobre o assunto?
João Bosco: Claro. Vi agora o “Melancolia”, inclusive. Tenho problemas com o Lars von Trier (diretor), porque ele coloca a câmera no ombro e sai dirigindo. Tenho labirintite, me dá sensação de vertigem. Não consegui ver o filme com os dois olhos abertos, porque eu filava de vez em quando. Aí só faltava essa. Um planeta com data marcada de colisão com a Terra e eu com vertigem! Como que eu vou correr tendo vertigem? Vou ter que esperar aquilo deitado. É o fim do mundo, mesmo!

iG: Acha que o fim do mundo está próximo?
João Bosco: O mundo vai acabar por asteroides. Eu posso te assegurar isso. Estudo e frequento canais de TV especializados nessas pesquisas, falo com propriedade. Tem um asteroide com 340 metros de comprimento que vai passar muito próximo da Terra em 2029. Muito próximo mesmo. Como ele é grande e por haver campos magnéticos no universo, pode ser que a sua rota se altere. Uma ligeira mudança já é um perigo. O campo magnético da Terra pode afastá-lo, como pode atraí-lo.

iG: Acredita na profecia maia de que o apocalipse será em 2012?
João Bosco: Não. Acredito na profecia do universo, que está em transformação. Esses objetos estão todos andando por aí nos céus. Li ontem num jornal que os cientistas viram uma estrela sendo engolida por um buraco negro. Não se pode precisar quando aconteceu esse fenômeno. É mais uma prova de como o universo está vivo. Cai asteroide na Terra todo dia. Mas são de dez, quinze centímetros. Eles se incendeiam quando tentam atravessar a atmosfera terrestre. A velocidade é tão absurda, a diferença de temperatura é tão grande, que eles entram em combustão antes de atingir o solo.

iG: Há vida em outro planeta?
João Bosco: A vida na Terra foi trazida por cometas, eles contêm água. Só existimos por causa deles. A Terra não tinha composição química capaz de gerar água. Aquilo que algum dia nos tirou a vida, na era glacial, na era dos dinossauros, também algum dia nos trouxe a vida. É fantástico pensar assim. Os cometas são parceiros e parentes nossos, existimos por causa deles. Se não fosse a queda deles, a Terra jamais produziria vida.

iG: Então acredita em extraterrestres?
João Bosco: Não sei que tipo de vida, mas tem. Não tenho conhecimento científico para explicar. O homem terrestre tenta viajar no universo para achar, mas só encontramos indícios até hoje. Não saberia dizer se há vida inteligente, se há outra sociedade onde também se veste Armani, Gucci... Se ouvem música (risos).

O artista entrevistado é o autor da música tema da novela O Astro, essa música que começa "Minha pedra é ametista, minha cor o amarelo, pra ser sincero, preciso ir urgentemente ao dentista, tenho alma de artista..." voltando ao sucesso e grudando na memória das pessoas pode ser ela própria mais um sinal do fim do mundo, trilha sonora do apocalipse em tempos de meteoros, cometas e planetas revelados.


Monday, August 1, 2011

Luis Fernando Veríssimo e o fim do mundo

Luís Fernando Veríssimo

O jornal O Estado de São Paulo publicou mês passado uma crônica do famoso escritor Luis Fernando Veríssimo, cuja obra inspira a autoria de dezenas de textos que circulam pela internet em emails e blogs, muitos deles que nem foram escritos por ele. Desta vez o cronista escreve sobre a sua visão de fim de mundo e a explosão do sol, que segundo os cientistas não vai se extinguir explodindo em uma supernova mas sim definhando. Abaixo segue o copy e paste do texto publicado no site do Estadão:

O fim do jogo
21/7/2011 - O Estado de S.Paulo - Luis Fernando Verissimo

Tem um pensamento que me consola em casos de vexame, desgosto com a espécie humana, noticiário de Brasília ou derrota do Internacional. Penso: daqui a alguns milhões de anos o Sol vai explodir, a Terra vai virar cinza e nada disto terá muita importância. O perigo, claro, é o consolo se virar contra o consolado, pois se pensar na nossa morte pessoal já nos angustia, pensar na morte de todo o sistema solar, ao qual somos tão ligados, pode angustiar mais. Mas é bom aceitar o risco da angústia terminal, botar tudo em perspectiva e ver nossos infortúnios num contexto maior. Em latim fica mais bacana: "Sub specie aeternitatis". Do ponto de vista da eternidade, como dizia o filósofo Espinosa, segundo o Google.

Do ponto de vista da eternidade tudo tem o mesmo sentido, ou sentido nenhum. Surpreende que a frase não seja invocada mais vezes, por exemplo, nas crises econômicas. Sob o ponto de vista da eternidade o carrossel das finanças, a gangorra dos juros e das dívidas, o escorregador das falências nacionais e os balanços dos balanços não passam de brinquedos. Tudo é um jogo que só é dramático e afeta a vida de tanta gente porque lhe dão um sentido falso que omite a explosão do Sol, no fim, quando até o ouro virará nada. O fim do jogo, para quem o leva a sério, é um mítico mundo com as economias equilibradas e o mercado redimido e triunfante. Não é. O fim do jogo é o nada.

Os "indignados" que protestam nas ruas da Europa contra as medidas de austeridade que exigem sacrifícios dos já sacrificados para corrigir a safadeza alheia, da minoria culpada pela crise internacional, estão dizendo isto, que a vida é mais importante do que o jogo, que nenhuma promessa de sanidade econômica a longo prazo compensa a miséria humana agora - ainda mais que a longo prazo seremos todos cinza.

E se?. Já que falamos em vexame... Razão teve o Fernando Calazans, que sempre tem razão. E se os três substituídos pelo Mano Menezes, Neymar, Ganso e Pato, estivessem em campo para bater pênaltis, o resultado seria o mesmo? Nunca saberemos.


Muitos anos antes da publicação deste texto, Luis Fernando Veríssimo, ou LFV, já tinha escrito uma apresentação para o livro O Fim do Mundo Como o Concebemos, do filósofo Immanuel Wallerstein que tb teve o livro O Declínio do Poder Americano lançado no Brasil. O site Portal Literal, na matéria Verissimo apresenta o fim do mundo, publicado em 8/8/2008, reproduz o texto de LFV, segue o copy paste:

Portal Literal - Publicado originalmente em 26/02/2003

Um trampolim
Luis Fernando Verissimo

Existem autores-colchão e autores-trampolim, e já me explico. Autores-colchão são aqueles em que você se aconchega, certo de que passará algum tempo mergulhado no seu pensamento e esquecido do mundo. Sua mente se entrega à dele como, de alguma forma, um corpo se entrega a um bom e confortável colchão. Não que sejam, necessariamente, autores repousantes. O pensamento deles pode ser original e suas teses instigantes, mas você só reagirá ao que leu quando emergir do colchão. E o proveito que terá da sua leitura é o mesmo que tem de uma noite bem dormida: idéias claras, boa disposição, satisfação generalizada.

Já nos autores-trampolim sua mente mergulha e pula, mergulha e pula. Está constantemente abandonando o texto em divagações que o próprio texto sugere, pois cada sacada do autor é um impulso para um pulo que ela dá sozinha. Há muitos autores que valem mais pelos pensamentos que provocam, ou pela maneira inédita de pensar que exemplificam, do que propriamente pelas suas idéias. Marshall MacLuhan (lembra dele?) era assim. Marcuse era assim. Norman O. Brown era assim. Você estava sempre interrompendo a leitura de um texto deles para sair num vôo solo, inspirado pelo seu exemplo.

Immanuel Wallerstein é assim. É um pensador mais consistente e politicamente pertinente do que os citados acima, mas tem o mesmo poder de mandar a nossa mente pelos ares nas suas próprias buscas. Também faz analogias provocantes e ligações surpreendentes e gosta de incluir a geocultura - um termo que já inclui tudo - nas análises políticas e econômicas que faz dos seus "world systems".

Mesmo quando trata de detalhes específicos de coisas como sistemas hegemônicos em mutação ou declínio, sua visão é culturalmente paronâmica, e culturalmente informada como poucas. Pois mais do que um cientista político nos interpretando o mundo do homem econômico da sua forma peculiar, Wallerstein é um historiador da modernidade, da grande aventura humana rumo à utopia ou o caos.

Você não precisa concordar com ele para viajar com ele, e pode pular dele para outras conclusões. Só não espere sair da leitura deste livro reconfortado, como depois de um bom sono. Ela manterá sua mente acordada, e saltando, o tempo todo.

Pênaltis mal cobrados , impérios desmoronando, textos apócrifos e os sinais do fim do mundo como uma nova perspectiva, o ponto de vista da eternidade. Diante do caos e do apocalipse, seria melhor rir do que chorar?

Monday, July 25, 2011

Morte de famosos aos 27 anos de idade



Com a morte da cantora e compositora Amy Winehouse no último fim de semana o noticiário e as pessoas começaram a falar do enorme talento e perda cultural mas tb da vida desregrada, abuso de drogas e álcool que teria antecipado a morte da artista, muitos lembraram da maldição da morte de jovens astros do rock e ídolos pop sempre aos 27 anos.

Além da cantora inglesa, Brian Jones (ex-Rolling Stones) em 1969, Janis Joplin e o guitarrista Jimi Hendrix em 1970, Jim Morrison em 1971, Kurt Cobain em 1994, todos teriam morrido aos 27 anos.

A coincidência ou não em torno do número 27 e possíveis interpretações até mesmo em relação ao 9 (soma de 2 + 7) como último algarismo antes de repetir a escala decimal, as vezes acabam dando origem à especulações lembrando a história de Fausto de Goethe e o oferecimento ou venda da alma ao diabo em troca de fama, sucesso, dinheiro e poder para tocar instrumentos e músicas que atraem e cativam multidões.

Vale lembrar o primeiro artista envolto nesta lenda do clube dos 27 foi Robert Johnson, que viveu entre 1918 e 1938. Segundo boatos, para ser um exímio tocador de violão, viola e guitarra ele teria feito um pacto com o demônio em uma encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, no estado americano do Mississipi. No video acima está uma animação com a gravação original da música de Johnson chamada "Me and the devil blues" (que poderia ser traduzido por algo como: blues do meu encontro com o diabo ou blues Eu e o Diabo). Abaixo a letra e a tradução desta música:


Me And The Devil Blues

Robert Johnson

Early this mornin'
when you knocked upon my door
Early this mornin', ooh
when you knocked upon my door
And I said, "Hello, Satan,"
I believe it's time to go."

Me and the Devil
was walkin' side by side
Me and the Devil, ooh
was walkin' side by side
And I'm goin' to beat my woman
until I get satisfied

She say you don't see why
that you will dog me 'round
spoken: Now, babe, you know you ain't doin' me
right, don'cha
She say you don't see why, ooh
that you will dog me 'round
It must-a be that old evil spirit
so deep down in the ground

You may bury my body
down by the highway side
spoken: Baby, I don't care where you bury my
body when I'm dead and gone
You may bury my body, ooh
down by the highway side
So my old evil spirit
can catch a Greyhound bus and ride


Blues Eu e o Diabo
Robert Johnson

Hoje logo de manhã
quando você bateu na porta
Hoje logo de manhã, oh
quando você bateu na porta
Eu disse, "Olá Satã,
acredito que é tempo de ir"

Eu e o Diabo
estávamos caminhando lado a lado
Eu e o Diabo, oh,
estávamos caminhando lado a lado
E estou indo socar minha mulher
até eu ficar satisfeito

Ela diz que você não vê a razão
que você vai me dar a volta como um cão
Falado: Agora meu bem, você não está fazendo o certo, não?
Ela diz que você não vê a razão, oh
que você vai me dar a volta como um cão
Deve ser aquele velho espírito do mal
bem nas profundezas da terra

Você talvez enterre meu corpo
embaixo do acostamento da estrada
Falado: Meu bem, eu não me importo onde você vai enterrar
meu corpo quando eu estiver morto e partido
Você talvez enterre meu corpo, oh
embaixo do acostamento da estrada
Assim meu velho espírito do mal
vai poder pegar um ônibus Greyhound (cachorro galgo) e partir

Outra música dele supostamente ligado ao acordo com o cramunhão seria "Crossroads" (Encruzilhada), que tb tem video publicado no YouTube:



No verbete da wikipedia em inglês, uma das explicações para a lenda pode ser um hábito que Robert Johnson e seu mestre e parceiro Ike Zinnerman tinham de praticar e tocar o instrumento em cemitérios por causa do silêncio e para não serem importunados.

Para quem se impressiona fácil, ouvir as músicas e gravações antigas ou assistir os videos e clipes no YouTube podem aterrorizar e as mortes e símbolos de drogas, cigarros, álcool, suicídio e mortes misteriosas dos jovens artistas famosos em trilha sonora do apocalipse e sinais do fim do mundo em cada esquina e encruzilhada.
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