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Monday, February 21, 2011

Notícia na Folha sobre desaparecimento em massa de abelhas


Bee Mourning, upload feito originalmente por d.l.downsouth.

Encontrei essa notícia de 2007 publicada no jornal Folha de São Paulo sobre a CCD (Colony Collapse Disorder). No final cita que houve um precedente na França, causada por um agrotóxico hoje proibido. Mas claro que o mais espantoso na epidemia recente é a total ausência de cadávares ou insetos mortos no local das colméias.
Desaparecimento em massa de abelhas nos EUA permanece inexplicável
Folha de São Paulo - 6/4/2007
da France Presse, em Washington

A inquietação cresce entre os apicultores americanos pelo misterioso desaparecimento de milhões de abelhas nos últimos meses, problema que ameaça a produção nacional de mel e as colheitas que dependem do papel-chave destes insetos na polinização.

Entre 30 e 60% das abelhas sumiram na Califórnia (oeste) e mais de 70% em algumas regiões da costa leste e no Texas (sul). A situação é observada em 24 Estados americanos e duas Províncias canadenses, segundo estimativas do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, na sigla em inglês).

O despovoamento de uma colméia em até 20% durante o inverno é considerado normal, mas os apicultores demonstram preocupação uma vez que as colônias de abelhas domésticas estão em constante diminuição desde 1980 nos Estados Unidos.

Segundo a Usda, atualmente há 2,4 milhões de colméias no país, 25% a menos que em 1980, ao mesmo tempo que o número de apicultores profissionais caiu à metade desde a mesma data.

Sem precedentes

A magnitude deste desaparecimento em massa de abelhas, considerado sem precedentes, levou a associação apícola americana a exigir a ajuda do Congresso em uma audiência recente em Washington.

"Quase 40% das abelhas de minhas 2.000 colônias morreram. Esta é a maior taxa de mortalidade que vi em meus 30 anos de carreira como apicultor", afirmou na semana passada a uma subcomissão agrícola da Câmara de Representantes do Congresso Gene Brandi, presidente da associação de apicultores da Califórnia.

As abelhas domésticas são essenciais para a polinização de mais de 90 tipos de frutas e legumes, cujas colheitas estão avaliadas em 15 bilhões de dólares por ano, 6 bilhões apenas na Califórnia.

O cultivo de amêndoas neste Estado gera 2 bilhões de dólares em lucros e depende de 1,4 milhão de abelhas, segundo Brandi.

Colapso das colônias

Diana Cox-Foster, professora de entomologia da Universidade da Pensilvânia, explicou na mesma subcomissão que este novo problema de despovoamento em massa das colméias, batizada de "desordem de colapso de colônias", apresenta sintomas únicos, diferentes dos observados quando acontecem as freqüentes infecções do parasita Varroa jacobsoni, que destrói as larvas.

No caso desta desordem, as colônias de abelhas domésticas sãs diminuem repentinamente, deixando poucas ou nenhuma abelha sobrevivente.

As rainhas - uma em cada colméia e que garantem a reprodução - são encontradas com algumas abelhas adultas na presença de uma importante reserva de comida, mas durante esta crise não foram encontradas abelhas mortas no interior das colônias ou suas proximidades.

O fato de outras abelhas ou parasitas demoraram tanto tempo a instalar-se nas colméias que ficam desertas pela desordem aumenta as especulações da presença de um produto químico ou uma toxina, segundo Diana Cox-Foster.

Todas as abelhas encontradas nas colônias devastadas por este misterioso mal estavam infectadas com uma multidão de microorganismos, vários deles responsáveis por doenças vinculadas ao estresse destes insetos.

Os cientistas mencionam a hipótese de existência de um novo patógeno ou um produto químico que afeta o sistema imunológico das abelhas.

Na França se registrou um caso de despovoamento nos anos 90, atribuído a um inseticida posteriormente proibido no país.

Monday, February 14, 2011

Sumiço de abelhas intriga cientistas

Matéria de Ricardo Westin publicada em 7/7/2007 no Jornal O Estado de São Paulo.

Sumiço de abelhas no mundo intriga cientistas
O problema é grave. Em termos ambientais, as abelhas são importantes polinizadores naturais.
Sem fazer alarde nem deixar pistas, abelhas de diversas regiões do planeta estão desaparecendo. Elas saem em busca de néctar e pólen e não retornam mais às suas colméias. Esse misterioso sumiço tem sido notado, nos últimos anos, nos Estados Unidos, no Canadá, em países da Europa e até no Brasil.

O problema é grave. Em termos ambientais, as abelhas são importantes polinizadores naturais. Ao levar o pólen de uma flor a outra, elas induzem a formação de frutos e sementes. Ou seja, são protagonistas na reprodução das plantas.

Em termos econômicos, esses insetos são os mais tarimbados produtores de mel na natureza. Além disso, são cada vez mais empregados na agricultura, polinizando lavouras de abacate, maçã, laranja, amêndoa e cenoura, por exemplo.

O sumiço das abelhas veio à tona no ano passado, nos EUA e no Canadá. No último outono do Hemisfério Norte, criadores que alugam enxames para agricultores se assustaram com um desaparecimento acima da média. Em poucos meses, o problema dizimou abelhas em metade dos 50 Estados americanos e em três províncias canadenses. Apicultores chegaram a perder 90% de suas colméias.

Para uma melhor dimensão do estrago, o biólogo americano Edward O. Wilson amplia o mundo dos insetos à escala humana. "De certa maneira, é o Katrina da entomologia", comparou ele, que é professor da Universidade Harvard, ao jornal Washington Post, citando o furacão que há dois anos matou pelo menos 1,5 mil pessoas nos EUA.

Os americanos batizaram o esvaziamento das colméias de desordem do colapso das colônias (CCD, na sigla em inglês). As razões da alta mortalidade, porém, continuam desconhecidas. Os cientistas estão correndo atrás de uma resposta, mas ainda não conseguiram passar das hipóteses. Talvez seja a intoxicação por inseticidas - cada vez mais usados na agricultura -, talvez a infecção por vírus e ácaros. Diante do mistério, não se descarta nem mesmo a radiação dos telefones celulares.

"Quando uma abelha melífera encontra algo interessante, o grupo inteiro vai junto. É por isso que é tão vulnerável, mais que uma abelha nativa", explica o biólogo americano David De Jong, doutor em entomologia pela Universidade Cornell e professor de genética na Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto.

Uma das dificuldades para apontar a origem da CCD é o fato de as abelhas sem vida serem encontradas dispersas, bem longe das colméias.
Pela matéria sabemos que os cientistas americanos batizaram a misteriosa epidemia de CDD, Colony Collapse Disorder. Em outras matérias que eu li destacavam que os cadávares das abelhas não eram encontrados, as colmeias parecem simplesmente desaparecem. Nesta matéria a informação deixa a entender que os corpos dos insetos mortos são encontrados distantes das colmeias.

De qq forma a reportagem do Estadão continua:
Abelhas no Senado

Nos EUA, o mundo dos insetos foi alçado a assunto de política pública. Em abril, o FDA (a agência responsável pelo controle de remédios e alimentos) realizou um congresso em Washington para discutir o tema. De Jong foi convidado para expor a situação brasileira.

Até a senadora Hillary Clinton, aspirante à presidência, vestiu a camisa dos apicultores. "Precisamos tomar as ações necessárias para ajudar nossos produtores de mel e agricultores e evitar que a situação fique pior", disse ela, que propôs mais verbas para investigações.

A preocupação governamental não é à toa. Por ano, a agricultura que depende da polinização das abelhas - são mais de 90 tipos de alimento - injeta na economia americana a considerável cifra de US$ 14 bilhões (cerca de R$ 26,8 bilhões) por ano.

Os cientistas, porém, não acreditam que o sumiço possa levar à extinção. As abelhas já voavam muito antes do aparecimento do homem. O fóssil mais antigo desse inseto tem 100 milhões de anos. O homem moderno surgiu há cerca de 100 mil anos.
Na versão impressa do jornal, a matéria foi acompanhada da reportagem No Brasil esvaziamento de colméias afeta mel que falava da situação das colméias no Brasil, com reduções drásticas em algumas regiões. O que vcs acham, é ou não é de se arrepiar? Pra mim, um dos sinais mais intrigantes pra quem quer desvendar o fim do mundo.
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